Entrevista: Cosplayers


Yoo, tadaima!

Finalmente, depois de tantos contratempos, World Kuroshitsuji está
de volta. O/
Eu estou realmente feliz e empolgada com essa nova fase, muito
grata por fazer parte da equipe. Acho que a essa altura todos já estão por
dentro das novidades do site, dos acontecimentos sobre o fechamento do blog etc
e etc. E caso não estejam podem ler tudo aqui. Bom, sendo assim eu não vou entrar nesse assunto de novo.
Dessa vez eu vim trazer algo super legal quando se fala de animes
e mangás, os cosplays. Pra quem não sabe Cosplay é a junção das palavras
inglesas “costume” (fantasia) e “play” (brincar). Portanto as pessoas se
fantasiam e devem agir de acordo com os personagens que estão caracterizadas e são chamadas de Cosplayers.
Tetsuya Kuroko (Kuroko no Basket) e Kagamine Len (Vocaloid) por Patrícia Veríssimo
Kuroshitsuji, é claro, não fica de fora e tem cosplays incríveis. O
que vocês talvez não saibam seja sobre aqueles aqui no Brasil, talvez até no
seu estado ou cidade. Então eu decidi reunir aqui alguns cosplays de alguns
personagens de Kuro, mas não somente fotos, eu falei com cada um –quase-
pessoalmente, fiz perguntas e tirei duvidas tanto minhas quanto de muitas
pessoas por aí que querem entrar nesse mundo.
Então sem mais delongas, aos cosplayers
 

 

Nome: Eduardo Nazareth (Sebastian Michaelis)
Idade: 18 anos
Cidade e estado: Americana – São Paulo
Nome: Karina Alves (Alois Trancy/Ciel Phantomhive)
Idade: 17 anos
Cidade e estado: Rio de Janeiro – RJ
Nome: Patrícia Veríssimo (Ciel Phantomhive)
Idade: 20 anos
Cidade e estado: Cuiabá – MT
Nome: Rafaela Machado Rodrigues (Grell Sutcliff)
Idade: 13 anos
Cidade e estado: Porto Alegre – RS
Obs: Algumas perguntas fiz especificamente para
determinado cosplayer. As partes entre parênteses são observações minhas que
estou incluindo agora, não necessariamente ocorreu durante as entrevistas.

Como e
quando você começou a fazer cosplay?

Karina Alves
Eduardo: Foi a 3
anos mais ou menos, a ideia foi desde que comecei a assistir animes. –aquele
Naruto maroto que passava no SBT–

 

Karina: Comecei
a fazer no final de 2013. Eu ia a eventos e via todas aquelas pessoas
caracterizadas com os personagens que eu tanto amava e percebi que também tinha
que fazer. Eu tinha que ser por um dia um personagem que gostava.
Patrícia:
Comecei em 2013 quando uma amiga minha me pediu para fazer parte de um grupo de
cosplay. E claro que eu aceitei. Hahaha :3
Rafaela:
Eu comecei a fazer o cosplay, pois eu estava conversando com uma amiga minha e
ela me mencionou o personagem. Eu procurei e simplesmente me apaixonei pelo
Grell, passou um ou dois anos e no começo desse ano eu estava com tudo pronto.
Lady M: Grell é seu primeiro cosplay? :3
Rafaela: Sim. O/
(Confesso que fiquei impressionada porque
afinal as roupas divas do Grell não são nada fáceis) 
Qual o
maior desafio para um iniciante?
 

Rafaela Machado

 

 Eduardo: Meu maior
desafio foi achar as pessoas que já trabalhavam nessa área, costureira,
acessório, peruca… Quando você não conhece muito –o que foi meu caso– você
fica sem rumo e com a quantidade de coisas que a internet oferece fica difícil
saber se é ou não confiável.

 

Karina:
Acho que são as pessoas falando que estou jogando meu dinheiro e tempo fora.
Mas aprendi a lidar com isso quando decidi fazer o meu segundo cosplay. Eu
percebi que era aquilo que eu gostava e não iria parar. Pelo menos não
agora.
Patrícia: Sem
dúvida nenhuma, para mim foi perder a timidez no evento. Quando as pessoas
vinham pedir para tirar foto, eu sempre acabava esquecendo as poses por conta
de timidez. Acho que isso acontece com a maioria que iniciou nesse hobby. É
claro, que tem vários outros desafios, como a roupa, perucas e etc.
Lady M: Bateu muiiito a curiosidade, qual foi
esse cosplay que a sua amiga te chamou pra fazer?
Patrícia: Foi a Kujikawa Rise de
Persona 4
(procurem imagens, a personagem é linda)
Rafaela:
Saber onde comprar peruca/lentes. Essa pelo menos pra mim foi a parte
mais difícil. Eu não sabia se os sites eram confiáveis
Como sua
família e amigos reagiram?
Patrícia Veríssimo – Versão Wonderland
Eduardo: Minha mãe
a principio não gostou muito, mas me ajudou em todo o processo. Agora os amigos…
esses não perdoaram, sabendo o personagem o que não faltou foi apelidos
carinhosos.
Karina: Minha
mãe me apoiou quando decidi fazer o primeiro cosplay. Que foi a Akazawa de
Another. Ela achou aquilo novo e não reclamou A partir do segundo já reclamou
um pouco por eu gastar minha mesada com isso… Mas mesmo reclamando, todos os
cosplays que eu fiz ela exibiu as fotos para seus amigos e família. Acho que no
fundo ela se orgulha de mim, embora não diga isso. O meu pai já é o contrário.
Ele sempre gostou e já até assistiu alguns animes comigo. O resto da minha
família acha diferente, mas não diz nada para eu parar com isso. Meus amigos
apoiam eu fazer cosplay e vivem pedindo pra tirar foto comigo nos eventos . E
meu primeiro cosplay fiz em dupla com a minha amiga
Patrícia:
Meus pais me apoiaram, acharam estranho no começo, mas eles me ajudam bastante
quando eu começo um projeto. A maioria dos meus amigos gostam também e sempre
me dão uma força, agora meus parente… Hahaha eles acham que é perda de tempo
e que eu deveria gastar meu dinheiro em outras coisas, porém eu nem ligo muito
para o que eles falam. xD
(É, ser
cosplay é sinônimo de autoconfiança)
Rafaela: Minha família (tirando minha mãe) ficou meio
confusa sobre tudo, principalmente quando eu falei que o personagem era um
homem, mas depois de um tempo pararam de encucar tanto com isso. Bem, alguns
amigos gostaram e outros ficaram meio confusos pensando “o que se passa na
cabeça dessa menina pelo amor de Deus” mas aceitaram direitinho.
Na sua
cidade é complicado encontrar lojas especializadas em produtos para cosplay?
Onde e como você compra suas coisas?

 

Eduardo Nazareth

 

Eduardo: Sim,
infelizmente lojas físicas ainda são poucas. A roupa foi com uma costureira do
bairro, a peruca comprei através de grupos do facebook, mas me arrependi da
compra da peruca quando recebi o produto, mas são magoas passadas rsrsr.
Karina:
Nossa, comprar coisas online, pelo menos para mim é horrível. Sofro de
ansiedade e quando a compra é tributada pela alfândega é um desespero. Um jeito
que eu também economizo bastante é fazendo as roupas na costureira. Mas nem
sempre dá. O jeito é comprar online. Embora minha mãe já tenha feito um roupa
para mim e só precisei da peruca e o meu pai também meu ajudou fazendo a
espada. Mas uma boa costureira ajuda bastante.
(Mãe amo
você, mas não me importaria de ser adotada por esse casal simpático por um dia) 
Patrícia:
Um pouco, apesar de que tem algumas pessoas daqui que vendem coisas para
cosplay, mas as lojas delas são pela internet. Eu normalmente encomendo tudo
pela internet, através de lojinhas, mas quando tem algum acessório que eu possa
fazer, eu faço. ^-^
Rafaela:
… (Ela responde isso em outra pergunta então continuem)
Como você
se interessou por Kuroshtisuji?
Patrícia Veríssimo – Endig de Book of Circus
Eduardo: Lembro
que foi na época que o Sebastian começou a ganhar destaque no facebook, muita
gente comentando sobre ele, a curiosidade só foi aumentando junto disso lembro
que tinha lido que o the Gazette faria uma das aberturas, esse foi o ponta pé
inicial.
Karina:
Um amigo me indicou. Quando eu assisti na época, nossa, me apaixonei pela
história do pequeno lord e seu mordomo. Foi amor à primeira vista haha. Hoje já
assisti o anime umas 5 vezes e todo mês compro mangá. E também sou
apaixonada mais ainda pelas aventuras do Ciel no mangá
Lady: M: E quais os cosplays de Kuro que você
já fez?
Karina: Já fiz o Alois e o Ciel.
Patrícia: Boa
pergunta! Hahaha eu não lembro exatamente quando e como conheci Kuroshitsuji.
Eu só sei que foi há muito tempo, porque depois que eu conheci me apaixonei
pelo Conde, e queria muito que ele fosse meu primeiro cosplay. xD
Lady M: Sendo assim, quais foram seus cosplays de Kuro?
Patrícia: Eu faço o
Ciel na versão Wonderland e terminei a pouco tempo a versão tradicional blue.
Não sei se conta, mas já fiz algumas versões casual dele também.
Rafaela: Uma leitora minha
com o passar do tempo virou uma grande amiga minha. Ela gostava e me levou
“pro mal caminho”.
(Vou confessar que comigo foi mais ou menos assim
também, obrigada amiga)
Qual cosplay é o mais complicado de fazer, qual a
parte mais difícil? Por quê?
Rafaela Machado -death
Eduardo: Como
comentei acima foi justamente achar as pessoas que trabalhavam nessa áreas e
depois disso foi aguentar o calor no evento rsrs. Três camadas de roupas nesse
país não dá muito certo.
Karina: Bem, não são tão
complicados. O Alois tem aquela bota diva dele que tive que improvisar. E tive
uns imprevistos com a lente que não deixou meu olho azul -_- Mas fora isso, foi
um cosplay fácil, embora não tenha sido fácil aturar o calor com o sobretudo
kkk. O Ciel também me fez passar bastante calor com o sobretudo com tecido de
terno.
Patrícia: Hm…
Acho que a versão Wonderland me deu mais trabalho, eu comprei a roupa pronta,
mas veio muito pequena e eu tive que arrumar várias coisas nelas, a meia não
tinha condição de usar também, e eu tive que correr atrás de outra. Foi um
caos, e eu quase desisti de usá-la em evento por causa disso.
Rafaela: Nossa. Eu
gastei mais ou menos 480 reais, e isso eu achei nem tão caro, pois não mandei
costureira fazer nem comprei pronta. Então acho que a parte difícil foi a roupa
e a death scythe já que eu e minha avó que fizemos tudo.
(Isso
mesmo, a Rafaela de 13 anos costurou a roupa do Grell… e eu aqui não sei nem
fritar ovo!)
Você
planeja fazer outros personagens de Kuroshitsuji? Se sim, quais?
Karina Alves

 

Eduardo: Por
enquanto não, a meta agora é remontar ele. O tempo passou o braço estivou e a
roupa encurtou. Um Sebastian com a roupa cotoca ficaria engraçado, mas não muito
legal. :v

 

Karina:
fiz o Alois e o Ciel e pretendo fazer o Grell.
Rafaela: Sim, eu gostaria
MUITO de fazer o Snake e o Soma, mas eu ainda penso em uma chance remota de
fazer a versão “baile” do Alan do musical.
(Sei de um
membro da equipe que vai gostar de ler isso)
Patrícia: Sim, eu quero
muito fazer a Doll. Mas é um projeto distante.
Lady M: Você já participou de concursos de
cosplay, não foi?
Patrícia: Sim. ^_^. Então, até hoje eu participei só de um e eu e minha
dupla ficamos em segundo lugar nesse concurso. Mas esse concurso na verdade era
uma classificatória para poder concorrer em um evento grande que acontecerá em
Agosto.

 

 

(Boa sorte
pra vocês! ~cruza os dedos~)
Sinceramente ser cosplayer é algo muito complicado,
além de gastar muito e quase nunca receber nada –financeiramente falando– em
troca ainda tem muita gente que critica sem ter noção de como é trabalhoso. Ok,
“cospobres” nos fazem rir, criticar, mas sinceramente, vamos guardar isso pra
nós mesmos, rirmos sozinhos na frente do pc que seja e não difundir nenhuma
espécie de preconceito ou difamação contra a pessoa. Porque a crença popular
está errada, a zoeira tem limites sim. Principalmente pra quem é zoado. Então
mais do que entretenimento eu trouxe esse assunto aqui para que cada um pudesse
refletir sobre as pessoas, os seres humanos por baixo das roupas e maquiagens.
Karine Alves e Rafaela Machado
Bom, eu só tenho a agradecer ao Eduardo, Karina,
Patrícia e Rafaela pelas entrevistas. Realmente adorei fazer isso, é algo
totalmente novo. Talvez tenha uma segunda parte, talvez entrevista sobre outros
assuntos, não sei. De qualquer forma obrigada a esses lindos e se vocês se
interessaram acompanhem o trabalho deles nas redes sociais.
Eduardo:
Karina:
Twitter: @KarinaTargaryen ( gosto muito de
game of thones )
Instagram: Karina_Trancy
Patrícia:
Rafaela:

 

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